quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fissuras


As loucas fissuras da alma em nada, se dispõe, se transpõe, invade a calçada.
Em meio de riso, lágrima, lámuria retorno.
Onde há de visitar os vils, os mouros.
Da Pérsia, inércia, sem gozo, sem nada.
Sem rio, sem prata, sem mão, sem escada.
Que leva, transfere, adere a calma.
De cara, lavada, se joga, não sara.
E fica, e deixa, e transmite assim.
Teus olhos, meus olhos se encontram sem fim.
Distância, insana, conversa, me ama.
Me deixa, convence, insiste, me leve.
Me busque, me lave, se atreva, desperte.
Caminhos são poucos, encontro aqui.
Ou lá, ou fora, um grito em mim.
Mas espero, te espero, busco, alcanço.
Que onde há de estar estará sempre aqui.
Mesmo perto, mesmo longe, mesmo em transição.
Nunca há de partir, em meu coração.

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